Por que o varejista deve focar no custo do estoque?

Tudo começa com a formação do custo

Quando o assunto é estoque, a primeira coisa que vem à mente é venda. Entretanto, é preciso analisar esse tipo de gestão sob todos os ângulos.

Vamos focar nos efeitos da avaliação.

Antes de tudo, vamos falar da importância de conhecer o Custo da Mercadoria Vendida, vulgo CMV.

Como o próprio nome diz, o varejista precisa saber o quanto gasta para colocar um produto na prateleira.

O CMV é calculado pela contabilidade quando o exercício é encerrado.

Basicamente, o exercício varia em razão do regime de tributação da empresa. No caso do Simples, 12 meses. No caso do lucro real ou presumido, 3 meses.

Cada empresa tem sua particularidade, mas essa é a regra.

O que compreende o CMV?

Essa apuração considera o estoque inicial escriturado somado às compras e subtraído das quantidades remanescentes.

Matematicamente falando, EI + C – EF.

Essas siglas definem todo o resultado da empresa e a forma como as vendas acontecem não só definem o custo do que foi vendido, como o custo do que permanece estocado.

Analisando o custo médio

Quando a empresa repõe o estoque, sendo ela do lucro real, o ERP segrega os tributos compensaveis como o ICMS, PIS/COFINS e, no caso da indústria, inclui-se o IPI.

Esse custo adicional recalcula o custo do estoque inícial e quando uma venda acontece o processo é refeito. Logo, o custo pode oscilar em função de alta ou queda de preço, em função de compra de empresa do Simples ou mesmo de grandes quantidades recebidas em bonificação.

Custo médio vs precificação

É vital para o negócio que o varejista monitore a variação do custo, pois assim será capaz de reavaliar a precificação.

Variação do custo vs Curva A

As grandes empresas têm uma área específica para análise do custo, além de um sistema mais robusto.

Já os pequenos negócios ainda patinam sem muita, estrutura financeira ou mesmo por falta de mentalidade empreendedora.

Quando os produtos mais procurados pelo cliente têm variações muito grandes no custo, é necessário uma atenção maior porque, muitas vezes, um pequeno negócio pode calcular um preço competitivo e, ainda sim, MENOR que a concorrência.

Tributação vs CMV

A Demonstração do Resultado do Exercício – DRE, subtrai da receita os tributos incidentes sobre as vendas acima citados.

Essa análise traz uma reflexão INDISPENSÁVEL pra loja:

1) o sistema contábil precisa estar alinhado com o fiscal e

2) o cadastro fiscal de produtos DEVE RECONHECER as compensações de tributos em relação ao regime de tributação da empresa.

Contábil vs Fiscal

A função da contabilidade é registrar todas as operações que a empresa realiza. Isso inclui ajustes na apuração do imposto, devoluções de mercadorias, compensações de tributos não realizadas no momento da compra, etc.

Tanto a contabilidade quanto o fiscal precisam se comunicar, de forma perfeita, com a movimentação do estoque.

Literalmente, eles estão juntos e misturados.

Infelizmente, isso nem sempre acontece na prática ou por falta de registro de perdas, por exemplo, ou por falta de parametrização correta do mix quanto à tributação.

Tudo começa com a formação do custo

Em razão de toda essa abordagem, não adianta comprar novos equipamentos, aumentar a loja ou vender mais, se o custo estiver “bichado”.

A loja vai continuar perdendo dinheiro.

Também não adianta analisar a DRE e atribuir novas margens.

Essa medida é similar a um cachorro correndo atrás do rabo. Perda de tempo e de dinheiro.

Minhas considerações

1) entenda a formação do custo do estoque;
2) avalie o regime de tributação da empresa;
3) entenda os reflexos de ações para aumentar vendas, pois elas refletirão no custo do estoque final;
4) não tenha medo do concorrente. Mesmo grande ele também comete erros;

5) operações de pagamento e recebimento devem ser TODAS contabilizadas.

Não é difícil entender as estratégias dele. Basta olhar o preço e conhecer mercado fornecedor;


6) use as ferramentas da contabilidade para tirar um raio x da saúde da empresa.

Conclusão

Gestão é muito mais que vender ou contratar pessoas.
É preciso maturidade para corrigir falhas e manter controles.
Gestão eficiente requer visão clara do negócio.

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